Carlos Trivellato

Em 05/12/1878, nascia, na província de Rovigo, Itália, Carlos Trivellato.

Ainda jovem veio para o Brasil e, por determinação do serviço de imigração, à época, seguiu juntamente com outros italianos para o interior de Minas, para o local denominado então Rosário do Pontal, reduto próximo a Ponte Nova.

Carregando nas mãos uma enxada, seu instrumento de trabalho- com dignidade e amor, iniciou sua luta como trabalhador rural nas imensas lavouras de café nas conhecidas fazendas Vargem Grande, Urtiga e Sant'Anna , de propriedades dos senhores Neném Vieira e Zezé Vieira.

Decorridos alguns anos, lá por volta de 1900, fixou residência em Palmeiras à rua Santo Antônio.

Casou-se com Anna Jalles Lanna Trivellato, natural de Santa Cruz do Escalvado, com quem teve dez filhos: Antônio, Constantino, Armando, Maria Amélia, José Nello , Heitor ,Tereza, Orlando, Sylvia, Nelson e Irene.

Entre os anos de 1900 e 906, fundou e organizou a firma jurídica Trivellato & Irmãos, desenvolvendo nessa firma trabalho pioneiro no comércio de produtor, comprador e exportador de café, em alta escala. Já em 1939 organiza e funda a Usina Açucareira S. José, firma individual, que, em 14/04/1954, é transformada em societária, ou seja, passa a se chamar Usina Açucareira Carlos Trivellato S. A, com a colocação dos seus filhos como administradores e acionistas.

Nos idos de 1922 construiu um dos primeiros prédios em Palmeiras, á rua Santo Antônio, que funcionou como sede da firma jurídica solidária Trivellato & Irmãos. Em 1943, recebe o título de Cidadão Brasileiro, conferido pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas.

Na administração do Saudoso prefeito pontenovense João de Carvalho, foi inaugurado, em 1967, á rua Santo Antônio em Palmeiras, o grupo escolar, construído por Carlos Trivellato, que recebeu o seu nome e o de sua esposa, Anna Jalles Lanna Trivellato.

Perpetuada nas terras de Ponte Nova, fica imortalizada a sua memória nos grandes cafezais, bem como sua grandeza material e moral no seu incansável trabalho.

Em 1951 falecia no Rio de Janeiro a esposa de Carlos, onde se encontrava em tratamento de saúde. Alguns anos depois, em 31/08/1955, na Casa de Saúde São Miguel, em Botafogo, no Rio de Janeiro, falecia Carlos Trivellato

 

Colaboração do Jornal "O Município"