GENTE NOSSA

Francisco Bartolomeu Cordeiro

 

Nos primeiros tempos do século XX, mais precisamente a 4 de outubro de 1902, nascia, em Amparo do Serra, Francisco Bartolomeu Cordeiro. Seus pais, imigrantes italianos, haviam se instalado no então pequenino e bucólico distrito de Ponte Nova para construírem uma nova vida. Distante da pátria, mas em um hospitaleiro e simpático torrão.

A proximidade geográfica e a necessidade de procurar uma atividade, fez com que o jovem Chiquinho Bartolomeu se deslocasse para Teixeira, que, naquela época, também era um florescente distrito de Viçosa.

Seu primeiro trabalho foi o de sapateiro, cujo ofício aprendera com o pai. Alguns anos se passaram naquela localidade, anos que forjaram e amadureceram o espírito aguerrido daquele rapaz.

Retornando à sua terra natal, casa-se, em 1926, com Ludumila Barbosa, cuja formação num lar cristão de agricultores honestos, fez dela uma parceira ideal para o batalhador incansável, Francisco Bartolomeu.

O sogro, possuidor de terras, percebe, desde logo, a capacidade, a competência e, sobretudo, a seriedade do genro, o que provoca o convite para ele administrar sua fazenda.

A agricultura surgiu, então, como a verdadeira vocação de Chiquinho Bartolomeu. Vocação que o acompanhou por toda a vida.

Aos 26 anos de idade, compra a sua primeira propriedade rural. E, daí em diante, com um trabalho persistente e diuturno, foi adquirindo outras terras e formando seu patrimônio.

Francisco Bartolomeu Cordeiro era uma destas poucas pessoas privilegiadas por Deus. Nele, o Criador uniu a disposição para o trabalho, a honestidade e a intuição para os negócios.

Vieram também nascendo os filhos. Primeiro dois homens. Em seguida a primeira mulher. Com o passar dos anos, novos filhos que, ao todo, completaram a soma de dez.

De início, empregou os mais velhos no comércio ponte-novense. Assim, foram eles aprendendo os segredos da profissão. Nos fins de semana, no convívio do lar, também recebiam lições. Lições de caráter, sobriedade e honestidade.

Em 1950, chamou os filhos mais velhos e montou, com eles, um novo negócio. A empresa comercial chamou-se Bartolomeu Cordeiro & Filhos. Foram tempos árduos, de muita luta e dedicação.

Sem abandonar a agricultura, sua grande vocação, Francisco Bartolomeu fazia a sua firma crescer a olhos vistos. Não faltava aos filhos Antônio e Darcy o suporte financeiro e, sobretudo, o moral, que estimulava os dois rapazes.

Com apenas oito anos a empresa já possuía oito lojas de varejo, em Ponte Nova e região.

Novos tempos, novos negócios e a Bartolomeu & Filhos adquiria patrimônio e respeitabilidade.

A opção pelo atacado surgiu das expansões das compras, à procura de melhores preços e condições. O excedente deste processo era repassado a outras firmas da região.

Em 1966, foram vendidas as lojas de varejo aos seus respectivos gerentes, e a Bartolomeu tornava-se atacadista.

Os demais filhos tornavam-se adultos e ingressavam na empresa, emprestando, cada um, o seu trabalho, a sua inteligência e a sua dedicação ao progresso e desenvolvimento comercial da firma.

Hoje a empresa atende a todos os estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal. São 5.540 as localidades onde a Bartofil chega com seus vendedores e suas mercadorias. 576 fornecedores entregam mais de 1.500 itens, os quais a Bartofil distribui a mais de 50 mil clientes em todo o Brasil.

Os frutos de Francisco Bartolomeu Cordeiro, há muito, vêm frutificando em Ponte Nova e região. Seu filho mais velho foi, por duas vezes prefeito da cidade. Dezenas de trabalhadores rurais recorreram à mão amiga e benfazeja de Chiquinho Bartolomeu e a sua pequenina Bartolomeu Cordeiro & Filhos se multiplicou em outras empresas que dão trabalho a centenas de ponte-novenses e geram impostos significativos para o município.

Por tudo isto é que a figura de Francisco Bartolomeu Cordeiro deve ser reverenciada por todos aqueles que o conheceram e que amam Ponte Nova.

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