José Maria da Fonseca

O professor José Maria da Fonseca, de inestimável lembrança, nasceu na cidade de Cajuru – um pequeno e simples vilarejo próximo ao município de São João Del Rei- aos 16 de março de 1911, onde viveu até os dez anos de idade em companhia de seus pais, Antídio Dias da Fonseca e Olívia das Chagas Fonseca, tendo sido o sexto entre oito filhos. Desde garoto, demonstrou uma inteligência admirável e uma imensa vontade de vencer na vida, fato que despertou o interesse de Dom Parreira Lara, então bispo de Santos- SP e seu tio- avô, que o levou para o seminário de Mariana. Ali, José Maria cresceu e se destacou por sua perspicácia, brilhantismo de idéias e ânsia de aprender sempre e mais. Chegou aos primeiros estudos teológicos, mas foi no Magistério que se realizou e deu uma imensa contribuição ao Município, Estado e País.

Por volta do início da década de 30, veio para Ponte Nova, trazido pelas mãos do padre Pedro Vidigal, ex-deputado federal. Lecionou inicialmente no Instituto Propedêutico, depois no Ginásio Dom Helvécio e, posteriormente, no Colégio Pontenovense. Foi professor de Português, Matemática, Francês, Organização Social e Política Brasileira e Latim. Atuou também como professor e diretor do Ginásio Clóvis Salgado, uma de suas grandes paixões e um sonho acalentador desfeito "a posteriori " pela incompreensão humana. Por 43 anos exerceu uma carreira marcada pela competência e pela dedicação, cujos frutos ainda hoje podem ser colhidos aqui e País afora.

José Maria era professor enérgico, daqueles que faziam tremer o aluno indeciso, porém sempre reconhecido por seu esforço e interesse por seus pupilos, que o admiravam e o respeitavam. Hoje repetem o seu nome, enobrecendo-o e destacando- o como exemplo de tudo o que ele representou, não só na Educação como na sociedade- um exemplo de despreendimento , humildade e amor ao próximo.

Na área esportiva, teve papel importante na realização da construção do campo de futebol e da sede social do E.C. Palmeirense, do qual era um dos diretores- fundador, tendo doado os quatro lotes onde hoje está erguida a sede social do clube " índio". Conseguiu também , juntamente com outros personagens da época, as máquinas para terraplanagem do campo de futebol do Pau D’Alho, obra que acompanhou de perto.

Fez curso superior experimental de Odontologia, na cidade de Ouro Preto, e exerceu a profissão por dois anos, quando ainda jovem. Já nos idos dos anos 30, movidos pela esperança de um Brasil íntegro e mais justo rumo ao progresso, foi chefe regional do Movimento Integralista.

Na década de 40, trabalhou como Chefe de Serviço da Fazenda, na Prefeitura Municipal de Ponte Nova, nas gestões dos prefeitos Helder de Aquino e Luís Martins Soares. Foi Tabelião do Cartório do Terceiro Ofício por 20 anos, sendo este mais um sonho pelo qual lutou transformou em realidade, tendo dedicado-se com afinco e garra- marca registrada de toda sua vida, sonho de qual foi obrigado a abdicar, compulsoriamente.

Em sua vida de cidadão exemplar, recebeu significativas homenagens:

  • Faleceu em 18 de janeiro de 1983, num dia triste e chuvoso. Deixou profundas marcas e saudades na memória da cidade de Ponte Nova, que tanto amou.